Portal do Vestibular

Aqui você vai encontrar as novidades a respeito do vestibular e das universidades. O que ocorre no ensino superior pelo Brasil, as oportunidades e mudanças serão o foco desse blog que pretende deixar você antenado com o mundo do vestibulando!

Segunda-feira, Junho 26, 2006

ProUni beneficiará 679 professores no 2º semestre

O Programa Universidade para Todos (ProUni) beneficiará com bolsas integrais ou parciais de estudo, no segundo semestre deste ano, 679 professores que trabalham na rede pública. Os professores estão entre os 43.614 pré-selecionados no programa do Ministério da Educação. No primeiro processo seletivo do ProUni deste ano, ingressaram 1.182 professores, que somados aos 679, contabilizam 1.861 professores com a possibilidade de fazer o curso superior este ano.
Diferente dos outros concorrentes às bolsas do ProUni, os professores não precisam comprovar renda e nem ter estudado em escola pública. Basta que lecionem na rede pública, pertençam ao quadro permanente, estejam no exercício do magistério na educação básica e tenham obtido nota mínima de 45 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2005). Os professores concorreram a bolsas de estudos integrais ou parciais (50% da mensalidade), em cursos de pedagogia, normal superior e nas licenciaturas de matemática, química, física, biologia, história, geografia, português (com opções de formação em inglês, francês e espanhol).

Fonte: O Estado de São Paulo

Quarta-feira, Junho 14, 2006

Estudo da Unicamp põe em xeque uso de cotas

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresentou ontem um estudo que põe em xeque a política de cotas no ensino superior ao comprovar que o incentivo a alunos de escolas públicas pode ser mais eficaz na inclusão de estudantes de baixa renda e de pessoas de cor ou raça preta, parda e indígena.
A matrícula de estudantes com renda familiar de até cinco salários mínimos cresceu 13% após a implantação do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais), que prevê bonificação de 30 pontos a alunos de escolas públicas na nota na segunda fase do vestibular. Entre os que se declararam de cor ou raça preta, parda ou indígena, além terem cursado ensino médio na escola pública, o aumento foi de 57% entre os inscritos no ano passado. O Paais foi implantado no vestibular de 2005 da Unicamp e beneficia estudantes de escolas públicas com bonificação de pontos após a segunda fase ao invés do sistema de cotas. "O programa impacta praticamente em todos os cursos, inclusive nos de altas demandas, como no curso de medicina, por exemplo", disse o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge. Os alunos que tiveram auxílio do programa para passar em medicina tiveram nota média 7,9 após um ano. Os demais estudantes tiveram 7,6. Além disso, o índice de estudantes oriundos de escolas públicas que ingressaram em medicina subiu de 9,6% para 24,1% após o Paais. O estudo também demonstra que alunos vindos de escolas públicas que ingressaram na universidade após a implantação do Paais tiveram desempenho melhor do que os demais em 31 dos 56 cursos. Além dos 30 pontos, o estudantes também ganham mais dez pontos na nota, caso tenham cursado o ensino médio em escola pública e se declarem pretos, pardos e indígenas no questionários de inscrição. Se for levada em consideração a classificação desses alunos no vestibular, eles superaram os demais em 53 dos 56 cursos. Os alunos foram classificados em ordem decrescente pela nota no vestibular e depois classificados novamente pela nota média após um ano. "Esperamos completar um ano para realizar as análises e demonstrar que a nossa tese está correta ao não adotarmos o sistema de cotas", disse o reitor. Na tentativa de aumentar a presença de estudantes de escolas públicas na universidade, a Unicamp inicia neste ano uma campanha para divulgar o programa em todas as escolas estaduais.

Fonte: www.universia.com.br

Quarta-feira, Junho 07, 2006

USP tem 498 vagas de transferência

Não é só prestando vestibular que é possível chegar à USP. Neste ano, quem já faz algum tipo de graduação pode concorrer a uma das 498 vagas abertas no processo seletivo de transferência para a instituição. As provas da primeira fase de seleção, como acontece no vestibular, são realizadas pela Fuvest.

"Mas uma coisa é o vestibular, que o aluno faz sem estar na faculdade, e outra coisa é a prova de transferência", diz a vice-diretora-executiva da Fuvest, Maria Thereza Fraga Rocco. Uma das principais diferenças é a matéria cobrada.

No vestibular, os testes abordam as oito matérias do ensino médio (português, matemática, física, química, biologia, história, geografia e inglês) para todas as carreiras. Na transferência, as perguntas variam conforme a carreira. Há a divisão entre exatas, humanas e biológicas. Além disso, na transferência há uma segunda fase específica, formulada pela unidade a que o candidato aspira. E a unidade decide se quer participar do processo com a Fuvest.

Celso Martinho, 28, que cursa tecnologia em edifícios na Fatec, vai tentar uma vaga na Escola Politécnica e desde já estuda as matérias específicas do processo. "A USP é um sonho. Está ligada à qualidade do ensino e ao fator econômico, aos melhores salários", afirma.

"A prova é diferente, é muito mais elaborada. O nível é universitário", diz Márcio Pozzer, coordenador do Grupo de Estudos Transferência USP --um cursinho que atua há seis anos no ramo. Ele explica que o método de estudos para quem quer entrar pelo processo de transferência tem de ser diferenciado daquele do vestibular.

Diego Coimbra Rabelo, 20, é um exemplo: no ano passado, ele foi aprovado para uma vaga na Poli. "Vim do Maranhão e tive de me acostumar a nomenclaturas diferentes. Fiquei estudando de março até julho. Fiz cursinho e ainda assistia como ouvinte umas aulas da USP para me habituar", conta.

Fonte: Folha de São Paulo

Universidade mato-grossense forma 1ª turma de indígenas

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) formou, nesta terça-feira, uma turma de 186 estudantes indígenas, em solenidade no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. Pela primeira vez, uma universidade forma uma turma 100% indígena.
Os graduandos passarão a ministrar o ensino médio nas aldeias, com a habilitação exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) - estarão habilitados em licenciatura de Ciências Sociais, Línguas, Artes e Literatura e Ciências Matemáticas. A turma, aberta em julho de 2001, reúne alunos de 11 Estados. A segunda turma foi criada em janeiro do ano passado, com cem estudantes.
O curso, que reuniu 44 etnias e 33 línguas diferentes em uma sala de aula, foi idealizado há seis anos, com a conclusão da formação em magistério de professores indígenas.

Fonte: O Estado de São Paulo

Quarta-feira, Maio 17, 2006

Governo conclui projeto de reforma universitária

Depois de mais de dois anos de discussão, o projeto de lei da reforma universitária, em sua quarta versão, chegou na quinta-feira à Casa Civil, está pronto e só espera a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir ao Congresso. O texto aumenta para 75% a reserva de recursos da educação para as universidades federais, garante sua autonomia e aumenta o chamado "controle social" nas instituições privadas. Permanecem, assim, os pontos que mais causaram polêmica desde o início dos debates, em janeiro de 2004.
A reserva de recursos para as federais é o ponto central dos 58 artigos do projeto final. Apesar de tratar do sistema universitário como um todo, boa parte do texto fala diretamente das federais. A garantia de recursos era o pedido principal das universidades, mas esbarrava na resistência da equipe econômica por criar mais uma obrigação orçamentária. Foi a decisão de Lula, tomada há cerca de um mês, que desemperrou o processo, parado no Palácio do Planalto desde julho de 2005.
O texto final prevê que essa garantia de recursos vigore por dez anos. Foi um pedido da equipe econômica para que não se tornasse eterno mais um engessamento do Orçamento da União. O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que esse prazo permitirá uma revisão da necessidade de manter, ampliar ou diminuir a reserva de recursos, especialmente por conta da ampliação do número de instituições federais. "Em dez anos esse porcentual pode ser insuficiente. Vai depender da arrecadação", diz.
De acordo com o Ministério da Educação, os 75% vão garantir para as universidades mais R$ 1 bilhão por ano. Com um bônus: apesar de, a partir da autonomia, elas terem de incluir em seu orçamento o pagamento de pessoal, os inativos ficam de fora. O pagamento será feito pelo Tesouro, sem que os recursos sejam contabilizados como dinheiro para a educação.
O projeto incluiu critérios para que as instituições recebam mais ou menos recursos. Esse ponto, a princípio, deveria ficar para regulamentação, mas o próprio governo achou mais seguro já iniciar, pelo menos, essa definição. As universidades terão orçamento maior de acordo com sua eficiência - alunos que formam, artigos publicados e patentes vendidas, por exemplo.
Os artigos mais incômodos da reforma, no entanto, não atingem as federais, mas as instituições privadas. O primeiro deles limita a participação de estrangeiros na composição do capital de universidades privadas. Na quarta versão do texto, manteve-se a exigência de que pelo menos 70% do capital votante das mantenedoras pertençam a brasileiros natos ou naturalizados.
A justificativa do artigo promete esquentar as discussões: "Trata-se de medida tão indispensável quanto urgente, pois é necessário evitar que o investimento feito pela sociedade brasileira seja adquirido e desnacionalizado pelo capital estrangeiro descompromissado", diz o texto.
O texto final da reforma mantém, também, a criação de um conselho de desenvolvimento social em cada instituição, tanto pública quanto privada. Esse conselho seria formado apenas por representantes da sociedade civil e teria função consultiva. Suas atribuições incluiriam o poder de indicar quais demandas da sociedade a instituição poderia atender e o de fiscalizar o cumprimento do Plano de Desenvolvimento Institucional.
Trata-se de um planejamento que cada universidade deverá ter, indicando quais áreas vai atender, quais são suas metas e diretrizes, qual será seu plano de expansão.

Fonte: O Estado de São Paulo

Sábado, Maio 13, 2006

Uniafro terá R$ 2,5 milhões para projetos

Até o fim da próxima semana, o Ministério da Educação (MEC) divulgará o resultado da seleção de instituições de ensino superior que participarão, este ano, do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro). O programa, que tem o propósito de ampliar as chances de acesso e garantir a permanência dos afrodescendentes no ensino superior, contará com R$ 2,5 milhões para aplicação em projetos de ensino, pesquisa e extensão universitária.
Uma comissão de especialistas, reunida na Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), avalia os 30 projetos inscritos nesta segunda edição do Uniafro. Os selecionados receberão recursos de até R$ 150 mil, em junho próximo. A comissão encerrará os trabalhos de avaliação nesta quarta-feira.
A Universidade do Estado da Bahia (Uneb), uma das 18 instituições que participam do Uniafro desde o ano passado, está desenvolvendo o projeto Afrouneb (Ações Afirmativas, Igualdade Racial e Compromisso Social na Construção de uma Nova Cultura Universitária). Universitários afrodescendentes, estudantes e professores do ensino básico de Salvador, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Itaberaba e Senhor do Bonfim são beneficiados com as iniciativas do projeto.
Os professores fazem cursos sobre história da África e das populações negras no Brasil e cultura afro-brasileira. O Afrouneb selecionou 45 estudantes negros, que trabalham em grupos, organizados por atividade, na elaboração de projetos ou materiais didáticos e metodológicos.
O edital do Uniafro, divulgado dia 14 de março deste ano, abriu o programa a universidades públicas e centros federais de educação tecnológica (Cefets) que contem com núcleos de estudos afro-brasileiros (Neabs) ou grupos correlatos. O projeto deve ter um coordenador responsável e contemplar pelo menos um dos eixos do programa - publicações, formação de profissionais da educação e promoção do acesso e da permanência na educação superior.
O Uniafro é desenvolvido pela SESu e pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). No ano passado, nove universidades federais e nove estaduais foram contempladas dentre 42 inscritas.

Fonte: O Estado de São Paulo

Quarta-feira, Maio 03, 2006

Começam inscrições para Exame Nacional do Ensino Médio

Começaram ontem, em todo o País, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2006. Este ano, os interessados podem se inscrever via internet ou pelo sistema tradicional, de preenchimento de formulário nas escolas cadastradas no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação (Inep/MEC).
As inscrições terminam em 2 de junho e são gratuitas para os alunos da rede pública (concluintes e egressos). Já os estudantes de escolas particulares que queiram fazer as provas devem pagar uma taxa R$ 35,00.
Os testes serão aplicados no dia 27 de agosto, das 13 às 18 horas, em 800 municípios brasileiros. No ano passado mais de três milhões de alunos se inscreveram para o Enem, segundo dados do Inep, órgão responsável pela realização do exame.

Fonte: Estadão

Sexta-feira, Abril 28, 2006

Prazo para renovar contrato do Fies termina dia 28

O prazo para os beneficiários do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) renovarem os contratos termina na próxima sexta-feira (28). O procedimento é semestral e obrigatório.A renovação depende da situação do contrato de cada aluno. Será simplificado se o estudante não fez alterações no documento assinado com a CEF (Caixa Econômica Federal) no último semestre. Neste caso, basta ir à instituição onde estuda e assinar a renovação.Se houve mudanças no cadastro, o aluno deve obter na sua instituição o documento regularidade de matrícula e ir diretamente à agência da CEF que assinou seu contrato acompanhado de seus fiadores e, se casado, também do cônjuge.São consideradas mudanças no contrato: alteração do CPF ou do estado civil do estudante ou de seus fiadores; troca de fiador; redução do percentual do prazo de financiamento; modificação no valor do limite do crédito global; restrição cadastral do aluno, do cônjuge ou dos fiadores; parcela trimestral de juros em atraso; e alteração no CNPJ da mantenedora da instituição de ensino.Quem renovou o contrato para o primeiro semestre deste ano sem fiador, amparado liminar da Justiça, deve apresentá-lo agora. A exigência de fiadores foi mantida este mês pelo TRF 1ª região (Tribunal Regional Federal).Desde que foi criado, em 1999, até 2004, o Fies emprestou ao aluno até 70% do valor da sua mensalidade. A partir de 2005, o empréstimo passou a ser de 50% da mensalidade e o número de financiamentos subiu de 50 a 60 mil para 100 mil ao ano. O financiamento já atendeu cerca de 388 mil alunos e investiu R$ 3,6 bilhões.

Fonte: Folha On-line