Portal do Vestibular

Aqui você vai encontrar as novidades a respeito do vestibular e das universidades. O que ocorre no ensino superior pelo Brasil, as oportunidades e mudanças serão o foco desse blog que pretende deixar você antenado com o mundo do vestibulando!

Quarta-feira, Maio 17, 2006

Governo conclui projeto de reforma universitária

Depois de mais de dois anos de discussão, o projeto de lei da reforma universitária, em sua quarta versão, chegou na quinta-feira à Casa Civil, está pronto e só espera a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir ao Congresso. O texto aumenta para 75% a reserva de recursos da educação para as universidades federais, garante sua autonomia e aumenta o chamado "controle social" nas instituições privadas. Permanecem, assim, os pontos que mais causaram polêmica desde o início dos debates, em janeiro de 2004.
A reserva de recursos para as federais é o ponto central dos 58 artigos do projeto final. Apesar de tratar do sistema universitário como um todo, boa parte do texto fala diretamente das federais. A garantia de recursos era o pedido principal das universidades, mas esbarrava na resistência da equipe econômica por criar mais uma obrigação orçamentária. Foi a decisão de Lula, tomada há cerca de um mês, que desemperrou o processo, parado no Palácio do Planalto desde julho de 2005.
O texto final prevê que essa garantia de recursos vigore por dez anos. Foi um pedido da equipe econômica para que não se tornasse eterno mais um engessamento do Orçamento da União. O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que esse prazo permitirá uma revisão da necessidade de manter, ampliar ou diminuir a reserva de recursos, especialmente por conta da ampliação do número de instituições federais. "Em dez anos esse porcentual pode ser insuficiente. Vai depender da arrecadação", diz.
De acordo com o Ministério da Educação, os 75% vão garantir para as universidades mais R$ 1 bilhão por ano. Com um bônus: apesar de, a partir da autonomia, elas terem de incluir em seu orçamento o pagamento de pessoal, os inativos ficam de fora. O pagamento será feito pelo Tesouro, sem que os recursos sejam contabilizados como dinheiro para a educação.
O projeto incluiu critérios para que as instituições recebam mais ou menos recursos. Esse ponto, a princípio, deveria ficar para regulamentação, mas o próprio governo achou mais seguro já iniciar, pelo menos, essa definição. As universidades terão orçamento maior de acordo com sua eficiência - alunos que formam, artigos publicados e patentes vendidas, por exemplo.
Os artigos mais incômodos da reforma, no entanto, não atingem as federais, mas as instituições privadas. O primeiro deles limita a participação de estrangeiros na composição do capital de universidades privadas. Na quarta versão do texto, manteve-se a exigência de que pelo menos 70% do capital votante das mantenedoras pertençam a brasileiros natos ou naturalizados.
A justificativa do artigo promete esquentar as discussões: "Trata-se de medida tão indispensável quanto urgente, pois é necessário evitar que o investimento feito pela sociedade brasileira seja adquirido e desnacionalizado pelo capital estrangeiro descompromissado", diz o texto.
O texto final da reforma mantém, também, a criação de um conselho de desenvolvimento social em cada instituição, tanto pública quanto privada. Esse conselho seria formado apenas por representantes da sociedade civil e teria função consultiva. Suas atribuições incluiriam o poder de indicar quais demandas da sociedade a instituição poderia atender e o de fiscalizar o cumprimento do Plano de Desenvolvimento Institucional.
Trata-se de um planejamento que cada universidade deverá ter, indicando quais áreas vai atender, quais são suas metas e diretrizes, qual será seu plano de expansão.

Fonte: O Estado de São Paulo

Sábado, Maio 13, 2006

Uniafro terá R$ 2,5 milhões para projetos

Até o fim da próxima semana, o Ministério da Educação (MEC) divulgará o resultado da seleção de instituições de ensino superior que participarão, este ano, do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro). O programa, que tem o propósito de ampliar as chances de acesso e garantir a permanência dos afrodescendentes no ensino superior, contará com R$ 2,5 milhões para aplicação em projetos de ensino, pesquisa e extensão universitária.
Uma comissão de especialistas, reunida na Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC), avalia os 30 projetos inscritos nesta segunda edição do Uniafro. Os selecionados receberão recursos de até R$ 150 mil, em junho próximo. A comissão encerrará os trabalhos de avaliação nesta quarta-feira.
A Universidade do Estado da Bahia (Uneb), uma das 18 instituições que participam do Uniafro desde o ano passado, está desenvolvendo o projeto Afrouneb (Ações Afirmativas, Igualdade Racial e Compromisso Social na Construção de uma Nova Cultura Universitária). Universitários afrodescendentes, estudantes e professores do ensino básico de Salvador, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Itaberaba e Senhor do Bonfim são beneficiados com as iniciativas do projeto.
Os professores fazem cursos sobre história da África e das populações negras no Brasil e cultura afro-brasileira. O Afrouneb selecionou 45 estudantes negros, que trabalham em grupos, organizados por atividade, na elaboração de projetos ou materiais didáticos e metodológicos.
O edital do Uniafro, divulgado dia 14 de março deste ano, abriu o programa a universidades públicas e centros federais de educação tecnológica (Cefets) que contem com núcleos de estudos afro-brasileiros (Neabs) ou grupos correlatos. O projeto deve ter um coordenador responsável e contemplar pelo menos um dos eixos do programa - publicações, formação de profissionais da educação e promoção do acesso e da permanência na educação superior.
O Uniafro é desenvolvido pela SESu e pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC). No ano passado, nove universidades federais e nove estaduais foram contempladas dentre 42 inscritas.

Fonte: O Estado de São Paulo

Quarta-feira, Maio 03, 2006

Começam inscrições para Exame Nacional do Ensino Médio

Começaram ontem, em todo o País, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2006. Este ano, os interessados podem se inscrever via internet ou pelo sistema tradicional, de preenchimento de formulário nas escolas cadastradas no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação (Inep/MEC).
As inscrições terminam em 2 de junho e são gratuitas para os alunos da rede pública (concluintes e egressos). Já os estudantes de escolas particulares que queiram fazer as provas devem pagar uma taxa R$ 35,00.
Os testes serão aplicados no dia 27 de agosto, das 13 às 18 horas, em 800 municípios brasileiros. No ano passado mais de três milhões de alunos se inscreveram para o Enem, segundo dados do Inep, órgão responsável pela realização do exame.

Fonte: Estadão